Desde sempre, o ser humano cria e utiliza adornos como símbolos de sua expressão mundana e espiritual e
também
como forma de organização social. As intenções são diversas e durante toda a história, o processo
de criação  artesanal dessas peças se transformou passando por diferentes momentos socioculturais. 

Segundo uma descoberta recente da pesquisadora Davorka Radovcic, da Croácia, os neandertais habitantes
da Europa criaram a primeira joia da humanidade há mais de 130 mil anos. Utilizando-se de materiais
como dentes de animais e conchas, eles faziam composições simples, que tinham por intuito diferenciar
personalidade, status, poder ou ser utilizado como um talismã, tendo um significado mais espiritual. No livro
“O Colar de Nanderthal – Em Busca do Primeiros Pensadores”, Juan Luis Asuaga 
apresenta a tese de que os
primeiros acessórios encontrados são concomitantes à simbolização e à aquisição da linguagem. A capacidade
de simbolizar o todo através da parte (o dente de leão), de metaforizar os amuletos são manifestações bem
primitivas, o início da Humanidade.

Tempos depois os metais e as pedras preciosas seriam descobertos e entrariam para a gama de materiais
principais para a realização das joias, que perduram até hoje. Com a ampliação das possibilidades de
matéria-prima, as técnicas em torno da produção artesanal também foram se desenvolvendo e criando
possibilidades cada vez mais diferenciadas.

Nos últimos séculos, os movimentos das joias artesanais acompanharam muito as Escolas Artísticas.
Com a era mais recente do Capitalismo e da massificação dos produtos, surgiram reproduções
alternativas – com menos qualidade em design e material – para aqueles que não conseguiam arcar
com custos altos das joias preciosas. Assim, outras categorias, como bijuterias e semi joias, passaram
a ser comercializadas em grande escala, por vezes, substituindo o uso das verdadeiras joias.

Apesar de todas essas transformações, é interessante notar: na realidade, as joias podem ter sido
substituídas por produtos alternativos, mas elas nunca perderam o seu valor diferenciado e a
sua preciosidade, gerados pelo caráter artesanal de sua produção, pelas matérias-primas mais raras e
pela qualidade acima da curva.

Um aspecto que amamos e que envolve as joias é sua capacidade de perpetuar memórias de geração
em geração. O ourives cuidadosamente pensa, martela, modela, solda e refina e, diretamente das mãos
de quem faz, a peça vem para permanecer nas nossas vidas, marcar momentos especiais, e dar um sentido
belo e único para nossa experiência.

Conheça as joias artesanais que estão no nosso site e também estarão na nossa Edição Natal 2015.

> Mama Coca <

Untitled 1

> Vera Monfort <

Untitled 12

> Vera Cortez <

Untitled 123

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