2015 foi um ano intenso de trabalho para o BdP. Estamos nos profissionalizando cada vez mais, buscando aprimorar nossa visão de futuro, entender qual é a nossa essência e como podemos trabalhar para contribuir com o mundo em que vivemos, que é um dos nossos grandes objetivos.

Por essas razões, quando ficamos sabendo da primeira edição do Prêmio Ecoera, ficamos curiosas e fomos atrás de entender melhor do que se tratava. Para começar, foi preciso preencher o questionário do Sistema B, que qualifica empresas no mundo todo no âmbito da sustentabilidade e boas práticas ambientais. Responder ao questionário nos convidou a refletir sobre nossas práticas, sobre nossa filosofia, sobre nossos processos e também sobre as forças e fragilidades da nossa empresa. Só por isso, a participação já teria valido à pena. Instigadas, seguimos respondendo ao questionário ampliado/optativo, mais um mergulho e aprofundamento e nos sentimos fortalecidas e com mais vontade de conhecer os processos de produção dos nossos parceiros, de estudar mais, de criar boas práticas de comunicação e fortalecimento da rede de artistas e artesãos, que muitas vezes não têm consciência de serem empreendedores e importantíssimos no panorama geral da economia criativa no nosso país.

Saber que ficamos entre os finalistas do prêmio foi uma grande alegria e um sinal de que este é o caminho. Refletir, cuidar, trabalhar sério e com vontade.

A premiação caiu no dia da montagem da edição de Natal do Bazar da Praça, nosso maior evento anual. Rebolamos para poder estar de corpo e alma na premiação. Foi uma grande alegria presenciar este momento, muitas marcas bacanas que trabalham em sintonia com a nossa missão, muitos formadores de opinião e figuras importantes do mundo da moda e beleza.

No ar, um sentimento coletivo de estarmos todos juntos no sonho de contribuir para o mundo que queremos viver, de como é importante a curto e longo prazo a discussão sobre sustentabilidade na indústria da moda e beleza. A postura admirável da Chiara Gadaleta, idealizadora e organizadora de tudo isso, que decidiu usar sua influência nesses âmbitos para trazer mais consciência para uma das maiores indústrias do país, que pode facilmente cair em um vazio sem fim de tendências e exagero. A fala da Daniela Falcão, editora da Vogue, que apostou na coluna da Chiara na revista, que no começo era um suplício na redação, mas que aos poucos vai ganhando mais sentido, mais força, mais beleza. O sorriso contagiante da Fafá de Belém, que veio entregar um dos prêmios e contou histórias e mais histórias, falou de sua origem na Amazônia e na desvalorização do trabalho do artesão que produz muitas vezes em condições adversas e recebe um valor ínfimo por algo que será vendido por uma fortuna em um shopping center qualquer.

Tivemos uma conversa ótima com a Constanza Pascolato, em sua lucidez e sabedoria, refletindo sobre como sua prórpia empresa familiar poderia assumir práticas mais sustentáveis, em como isso é difícil na prática e na realidade das industrias no Brasil.

Não levamos o prêmio, mas saímos deste dia totalmente vencedoras e felizes. Das 80 empresas inscritas, foram apenas 13 finalistas, sendo que o Bazar da Praça foi finalista em duas categorias. Ouvimos de mais de um dos membros do conselho que nosso nome esteve presente em muitas discussões calorosas, que o conselho estava pensando em criar uma categoria inovação, onde com certeza teríamos sido premiadas. Saber da visão do conselho, por inspirar e estar em contato com uma rede grande de empreendedores, foi mais um convite à reflexão e ao trabalho. Além disso, ouvir da equipe do Sistema B que nossa empresa pode se tornar certificada depois de alguns passos importantes, imaginem só!

Além disso, ficamos super honradas com a matéria que saiu na edição de janeiro de 2016 da Vogue, que apresentou todos os finalistas e vencedores do prêmio e fez um lindo editorial de moda com algumas das marcas parceiras, incluindo as marcas Acolá Conceito Moêe Atelier e a joalheira Vera Monfort,  que estão no Bazar da Praça Online.

Sabemos que os desafios são muitos, o momento do Brasil é delicadíssimo, não está fácil pra ninguém e agora nos resta colocar as mãos à obra, arregaçar as mangas e fazer o que está ao nosso alcance. Se pensamos que a mudança é algo grande e inatingível, ficamos paralisados. Por outro lado, se acreditarmos que cada pequeno gesto influencia a realidade à nossa volta, entendemos que tudo vale a pena se tivermos consciência e boas intenções. Um viva a 2016 e a todas as suas possibilidades de aprendizado e realização!

 

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