Reflorestar São Paulo! Sim, isso é possível!!


 

“Abacateiro, acataremos teu ato, nós também somos do mato, como o pato e o leão.” (Gilberto Gil)

O Bazar da Praça tem esse nome por 3 grandes motivos: Primeiro porque nasceu como um bazar que acontecia nos arredores da Praça Panamericana, segundo porque as 3 sócias fundadoras sempre viveram uma ligação muito forte com a Natureza e terceiro porque  o imaginário da Praça é um lugar de encontro com o coletivo.

Durante todos esses anos reunimos artistas e designers ao redor de um objetivo comum: fortalecer o trabalho do pequeno empreendedor – incentivar o trabalho artesanal. E como pano de fundo dessa atuação: a consciência sobre ecologia e sobre relações de trabalho saudáveis e justas.

O ponto de partida para praticamente todos os criadores é o mesmo: a paixão pela atividade. O cenário para muitos também se repete: a vida em São Paulo, correria, contas a pagar, asfalto, muito trabalho, insegurança, estimulação constante. O resultado são empreendedores atordoados e atarefados que precisam fazer mil coisas ao mesmo tempo colocando em risco seus critérios de escolha.

A cidade influencia demais o cotidiano, os hábitos e humores. E na roda viva da cidade esgotamos nosso tempo com o trabalho, sem lembrar do sentido primordial de nossas vidas.

A impermeabilidade da cidade de São Paulo interrompe nossos fluxos internos, nos tornando impermeáveis às relações espontâneas e desinteressadas. Estamos sempre buscando alguma coisa em São Paulo, chegamos ao fim do dia para recomeçar a procurar no dia seguinte. O asfalto da cidade nos desconecta da Natureza e de nós mesmos. E só o relógio ou os padrões externos podem nos orientar. O grande mistério inerente ao desconhecido da Natureza se perde e nos restam jardins organizados e plantas como enfeites.

Fora essa vivência emocional, encontramos outros graves problemas pela falta de vegetação na cidade: desarmonia no clima, poluição excessiva e dificuldade de infiltração da água da chuva no solo. A crise hídrica que vivemos em São Paulo está muito ligada à impermeabilidade do solo. Isso é um fato.

Vivendo todas essas sensações, percebemos a importância do reflorestamento da nossa cidade. Uma vontade genuína e autêntica de buscar nas árvores um acolhimento para esse mal estar urbanóide.

Na pesquisa sobre plantio de árvores na cidade descobrimos que essa necessidade não é só nossa, existem diversos grupos e iniciativas interessantes e avançadas pensando a questão do verde na cidade de São Paulo e mais do que isso, plantando efetivamente muitas e muitas árvores.

Estamos nos aproximando desses grupos de reflorestamento urbano, e queremos levar essa consciência para todos que fazem parte da nossa rede. A partir dessa edição faremos uma ação junto aos clientes, destinando um pequeno valor de sua compra para o plantio de árvores nativas e frutíferas. Nossas ações de plantio farão parte de movimentos já existentes, que se dedicam a pensar e mapear os locais  mais necessitados.

Conheça alguns dos movimentos verdes que já acontecem na cidade de São Paulo.

Movimento Boa Praça – idealizado por Cecília Lotufo, o  movimento busca ocupar e revitalizar praças da zona oeste, em especial Vila Jataí e  Alto de Pinheiros e arredores, aliando poder público e iniciativa privada. Moradores do bairro fazem mutirões e picnics para plantar, pintar, concertar e conviver nas praças da cidade.

boa-praca

Amigos das árvores – O ambientalista Ricardo Cardim estuda a vegetação nativa da cidade de São Paulo e dissemina esse conhecimento impulsionando movimentos de reflorestamento de espécies características da Mata Atlântica.

amigos das arvores

Muda Mooca – movimento concebido por Danilo Bifone, que planta  árvores há duas décadas, de maneira “quase subversiva”, na cidade de São Paulo. Escolheu o bairro da Mooca, por ser o de menor taxa de área verde por habitante, mas expande o movimento para outros bairros.

mudamooca

Bora Plantar – O movimento buscar recriar matas ciliares das regiões de mananciais e focam em locais onde haja água, buscando sua preservação e de áreas de proteção ambiental.

boraplantar 2

 

Composta São Paulo – Projeto piloto da prefeitura de São Paulo em parceria com a Morada da Floresta para fomentar a elaboração de uma política pública que estimule a prática da compostagem doméstica na cidade de São Paulo. Para além da questão da destinação do  resíduo sólido, a compostagem doméstica produz uma consciência ecológica muito efetiva dos ciclos da vida, além de produzir um riquíssimo adubo e resíduo líquido para as plantas. O projeto já fez sua avaliação a apresenta os resultados no vídeo abaixo.

http://www.compostasaopaulo.eco.br/resultados2014/

Pé de Feijão – negócio social que combina agricultura urbana e educação alimentar. Horta na laje do Capão Redondo – um novo espaço de horta urbana, no telhado da Fábrica de Criatividade, para os frequentadores e a comunidade vizinha.

Pé de Feijão

Horta Praça das Corujas – é uma horta comunitária na Praça das Corujas no bairro da Vila Beatriz, zona oeste de São Paulo. É uma horta aberta para todos que querem plantar e colher e tem um grupo – https://www.facebook.com/groups/hortadascorujas/ que orienta o hortelão.

horta das corujas

 

Cidades sem Fome – A Organização Cidades sem Fome atua desde 2004 com o Projeto de Hortas Comunitárias, atenuando a situação das populações em risco social, que vivem em locais de grande concentração habitacional.

cidadessemfome

Cláudia Visoni– é jornalista, agricultora urbana e conselheira do Conselho de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz da Subprefeitura de Pinheiros. Trabalha ainda como voluntária nas hortas comunitárias das Corujas (Vila Madalena) e do Ciclista (Avenida Paulista). Conheça o ativismo da Cláudia Visoni no texto abaixo.

https://www.ecodebate.com.br/2013/12/17/18-motivos-para-incentivar-a-agricultura-urbana-por-claudia-visoni/

http://conectarcomunicacao.com.br/blog/

 

 

 

 

 

 

 

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Prêmio Eco Era

Quem segue o Bazar DaPraça no Facebook e no Insta, já está por dentro!

O Prêmio Eco Era, em parceria com o Sistema B, está acontecendo e premiará pequenas, médias
e grandes empresas dos setores de moda e beleza, que possuam práticas sustentáveis que equilibrem
os pilares econômico, social e ecológico em sua cadeia produtiva.

> O Prêmio <

Pra quem não sabe, o movimento Eco Era, autor do Prêmio, transformou seu formato ao longo do
tempo, mas sempre manteve em seu DNA a intenção de ter um olhar diferenciado sobre o ramo da
moda e da beleza. Atualmente, é engajado no conceito da moda ética, valorizando o consumo
consciente, o artesanato, o comércio justo, a reciclagem e todas as questões do desenvolvimento
sustentável.

Este ano, depois de sete edições em São Paulo e uma no Rio de Janeiro, o Eco Era abriu um diálogo
mais profundo e engajado com esta premiação. Com o apoio do Sistema B, instituição que visa
enaltecer o sucesso das empresas por meio de atitudes que contribuam e/ou solucionem problemas
das esferas sociais e ambientais, o Prêmio ganhou mais reconhecimento e um caráter muito mais sério.
Outras organizações que também entraram para apoiar e endossar ainda mais a iniciativa foram a
Malwee, patrocinadora oficial, a Vogue Brasil e a SKY, ambos apoiadores.

Os participantes não possuem, necessariamente, o selo do Sistema B, mas quanto mais engajados em
boas práticas, maiores são a chances de ganharem o reconhecimento do Prêmio. As inscrições para
2015 já estão encerradas, mas a premiação ainda está por vir. A cerimônia para os vencedores será em
novembro e você já pode torcer pelo Bazar DaPraça. Nós somos um dos escritos e estamos ansiosos
para ver os resultados e todas as outras iniciativas notáveis que estão participando. Aguardem pela
cobertura do evento!

> Sistema B <

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O Sistema B, que está apoiando o Prêmio Eco Era, articula empresas B, capital, política pública, líderes
de opinião, academia e mercado em busca de conexões que serão o motor de mudanças para as
novas economias. Neste processo, as Comunidades de Práticas desempenham uma função essencial
como veículo para a real mudança. Todas essas Comunidades possuem paixões comuns e articulam
todas as ferramentas para práticas e condições favoráveis aos seus objetivos, construindo uma visão
conjunta da economia com finalidade social e ambiental.

Para saber as empresas brasileiras que já fazem parte do Sistema, acesse o site e confira!